terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Só Para Machões

Só Para Machões, também conhecido na sua forma abreviada: SPM, foi um evento cunhado por um primo meu, o qual certa vez combinou com alguns amigos, todos homens de se encontrarem para se embriagar.

Como na natureza nada se perde e nada se cria, tudo se copia, eu acabei por introduzir a idéia do SPM no meu trabalho. Meus colegas de trabalho se amarraram na idéia, E o que iríamos fazer não é coisa de qualquer homem ordinário não, tem que ser machão mermo! Iríamos beber, assistir futebol, beber, jogar video-game, beber, coçar o saco, beber ( depois de lavar a mão), arrotar, beber, peidar, beber.. Nada como você e seus amigos homens reunidos e passando um tempo de forma máscula.

Se bem que olhando agora enquanto escrevo, o SPM nem parece ser uma coisa tão atraente assim...

Sei que certa vez estávamos num carro eu, Paracatu, Zerix e sua mulher quando comentávamos sobre o próximo SPM, a empolgação de nós 3 com o eminente evento era praticamente palpável. Tanto é que lá pelas tantas o Zérix solta o comentário dele: "Já ta tudo certo pro nosso SPM, já to levando o meu PS3 e hoje vou passar pra comprar uns amendoins."

- SPM?! Quediabéisso?! - pergunta singela realizada pela mulher de Zerix.

Começamos então a explicar a origem da sigla e toda a simbologia que esse evento representava. Foi então que ela soltou a bomba:

Zerix, se o evento se chama Só Para Machões, me diga, o que diabos você está indo fazer lá, então?!?!

E é então que perante seus amigos machões, expurgando testosterona pelos poros e procurando demonstrar quem é que mandava na relação ele responde de forma bastante máscula e víril, com toda a sua paudurecência

Ah benzinho, to indo só acompanhá-los.

Taí um cabra macho pra porra! (e eu sou igualzinho a ele..)

Férias

Não existe nada igual como aquele período que precede as tão sonhadas e aguardadas férias. Sabe aquela ultima semana? Aquela em que você já começa a pensar em como vc gastará o seu tempo ocioso, pra onde viajar ou como farrear? Aquela semana em que você também começa a roer as unhas e contar as horas de tamanha ansiedade, além de, é claro, ficar dando voltas e voltas tentando pegar o próprio rabo?

Pois é, essa semana também pode ser um grande tormento. Se por um lado você está contente com o vindouro período de ócio, por outro, você se descabela com o período de provação que terá de passar para alcançar as tão sonhadas férias.

Muitas são as intempéries que o sujeito passa nessas aproximadas 168 horas, dignas de serem comparadas aos 12 trabalhos de Hércules. Se bem que estrangular leões, matar hídras e sustentar o céu nos próprios ombros, dentre outras coisinhas bestas que Hércules fez, parecem ser pouca coisa perto dos seminários, provas, fichamentos, resenhas, resumos e apresentações que tendem a culminar nos fins de semestre.

Vai por mim, falei sério, palavra de quem acabou de passar por uma semana dessas e que agora tem tempo até pra ficar escrevendo abobrinhas na internet.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Frases de Banheiro

As portas dos banheiros masculinos, onde quer que você vá, não importa o estabelecimento, seja ele público ou privado, costumam vir premiados com sábias frases motivacionais, dignas de serem comparadas àquelas que encontramos em biscoitinhos de sorte. A unica diferença é que as "sortes" dos banheiros masculinos geralmente tem uma leve conotação sexual e comumente aparecem pérolas em que 95% apresentam algumas das seguintes palavras: chupo, ativo e passivo. Bem, se bem que pensando agora, eu nao consigo extrair nenhuma sorte de uma frase que contenham essas palavras...

Enfim, certa vez andava eu doido para mijar pelos corredores da UnB (eita, essa frase ficou com um sentido meio duplo né?) e entrei num dos íntegros banheiros do minhocão e encontrei a frase que mudou a minha vida! Lembro-me bem do ocorrido passo a passo e foi mais ou menos assim:

Corro até o box, abaixo o zíper, ponho o Johnson pra fora, tento nao errar o alvo, obtenho 93% de sucesso, xaqualho, xaqualho mais uma vez por precaução, xaqualho uma terceira vez - afinal, sempre tem uma gotinha lá -, guardo, acaba pingando uma gota fdp na cueca, fecho o zíper, toco a descarga, olho pra trás e então me deparo com a máxima do dia:

Dois caras anônimos quiseram compartilhar um pequeno segredinho deles com o mundo, então o primeiro pichou na porta do banheiro bem assim "Eu estuprei uma menina". até aí tudo tranquilo né? supernormal, mega de boa, coisa boba, bem corriqueira... mas o que me motivou mesmo a escrever esse post foi o que eu lí em seguida. Vou botar aqui as duas frases juntas, quem sabem vcs não tenham o mesmo impacto que eu tive:

-Eu estuprei uma menina!
- Grandes merdas. E eu, que estuprei uma chinchila?!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sabedorias Virtuais

Essa é fresquinha, em homenagem a um colega de trabalho...

Nessa era global em que todos perdem seu tempo fazendo porra nenhuma na internet até sabe se lá quantas horas da madrugada, sempre acabam surgindo pérolas memoráveis.

pois bem, a de hoje se trata de uma conversa em que o tema, pelo menos naquele momento, dizia acerca do entrosamento demasiado com a mulher no período de azaração e como isso pode acabar te tornando, pelo menos pra ela, o melhor miguxo dela, portanto, totalmente dickless.

Eis que o camarada solta a preciosíssima pérola:

aprendi que "é melhor apssar a piroca antes e perguntar depois" palavras de um capitão nascimento excitado.

O cara falou tudo...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

E quem ganha 10 vezes é o que?

O bom de se trabalhar em uma escola é que eventualmente você acaba sabendo de uma pérola, sabe, um caso engraçado ou algo curioso que vale a pena ser comentado. As vezes pode ser o vídeo de vigilância da escola mostrando o seu coordenador levando um tombo homérico, já em outras você fica sabendo de alunas de 14 anos que são flagradas realizando investigações exploratórias do corpo masculino com a sua boca, (Ah, falei bonito agora pois sou um educador e queria deixar meu texto íntegro e assim não ter de falar "boquete" - merda, falei boquete, bosta, falei boquete e merda.. ih! agora fudeu tudo mesmo...) e é claro, você sempre fica sabendo das tentativas, umas mais originais do que as outras, dos alunos colarem as respostas das provas...

Certo dia estavam monitores aplicando prova para uma turma do ensino fundamental. Matemática era a dísciplina do exame de avaliação e o conteúdo era geometria. O certame procurava avaliar o conhecimento que diabinhos, digo, o conhecimento que os alunos possuiam sobre polígonos, poliedros e demais assuntos matemáticos.

Lá pelas tantas um aluno chama discretamente a atenção do monitor e começa a engendrar uma conversa aparentemente amistosa sobre a paixão nacional, o futebol.

- Monitor, acompanha ae meu pensamento: se o Flamengo ganha o brasileirão uma vez, ele é campeão. Se ganha duas, é bicampeão.

então o garoto, procurando uma brexa para ele lembrar que nome recebia a figura geométrica dotada de 10 lados ele continua com a conversa:

- Mas no caso do mengão ele é pentacampeão, porém agora eu te pergunto, se por acaso ele ganhasse o brasileirão 10 vezes, o que ele seria?!

então o monitor respondeu:
- Ele seria cabuloso.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Diálogos Universitários

Em um centro acadêmico de uma universidade federal...

- Eae cara, você vai lá no Chupol?
- Chu quem?!
- Chupol, pô! é o Churrasco da Ciências Políticas..
- Ahhhh.. não sei não... vai ser massa?
- Putz, vai ser do caralho, lá eu vou ficar mais doido que o Rafael do Polegar..
- Pô, então eu sugiro que você leve um pacote de pilhas...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ei, você sabia que o seu sorriso tem um brilho especial? e eu não to falando isso por causa de um certo piercing, é o seu carisma mesmo. Não bastasse ele conseguir levantar meu ânimo, também é capaz de clarear o mais nublado dos dias e espantar os mais diversos temores. É duro ver esse sorriso se apagando, transformando em tristeza, mais triste ainda é saber que algumas vezes, o responsável por essa transformação sou eu.

Se eu pudesse eu teria feito tudo diferente.
Amo muito você!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Reflexões

login: hugo.m.molina@gmail.com
senha: **********

Loguei no blog. Até aí ok, como dizem os sábios americanos com suas impactantes frases de efeito: pedaço de bolo.

Na sequência tinha lá: "criar nova postagem". Cara, tem noção de que isso aqui sou eu criando algo? No ínicio havia o nada, antes era uma caixa de texto em branco e do nada fez-se uma incrível diarréia literária. Meio bíblico isso, não?

Acho que os escritores tem isso de ser Deus né? Criar palavras, frases, lugares, pessoas, e situações e, às vezes, por puro prazer, sadismo, tédio ou qualquer outro fator, podeaniquilá-los com uma símples palavra, e o pior, nem precisa se explicar. Basta escrever "morreu" e pronto, acabou, já era, zé fi ní, ta lá, preto no branco e mortinhos da silva.

Engraçado, talvez antes o método do processo de criação fosse um poucuinho menos digital, mas o modo de operação sempre foi o mesmo, palavras sendo inseridas de forma coerente (ou não) em um espaço em branco.

E a responsabilidade da coisa toda? sei lá, estou eu aqui, parei pra dedicar meu tempo, para pensar e escrever algo, bem como em algum dia e algum lugar também fez Tolkien, que sentou, pensou um tantinho e escreveu O Senhor dos Anéis, ou Machado de Assís que escreveu Dom Casmurro e Camões, o qual nos brindou o mundo com os Lusíadas - e por aí vai a numerosa lista de pessoas q pararam, pensaram e produziram de uma forma bem sucedida.

Não seria muita pretensão eu querer fazer algo como eles?! (muitos irão dizer: ah, mas se você nunca tentar, você não será igual a eles) mas as vezes eu penso: porra, só vou sentar pra escrever algo sério quando eu souber que isso é tão bom quanto aos caras fodões... e isso sim, meus caros fantasmas que frequentam este blog, isso sim é ser pretencioso.

Sei lá talvez alguém que leu este texto tenha se espantado por este não se assemelhar aos outros posts, é que eu tinha optado por postar aki algo que nao fosse mais um textinho infâme, mas sim uma reflexão espontânea, a qual por sinal, no decorrer de sua confecção acabou me levando a uma conclusão: a de que continuarei escrevendo, afinal, se Bruna Surfistinha escreveu (e publicou) o veneno do escorpoão...

Papo existencialista

Em uma festa:

-Quem é vc, cara?
-Eu sou o Hugo Molina, e você?
-Eu não.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sutileza Feminina

Martinha há muito esperava por esse final de semana, uma espera dolorosa onde a ansiedade a consumia lentamente. Ia rolar O Evento do ano, A Festa à fantasia na mansão do Pompeu e o super lindo do Tiaguinho ia estar lá, finalmente as coisas poderiam começar a dar certo pra ela... mas antes de qualquer coisa começar a dar certo com o lindo do Tiaguinho, ela tinha de começar a se produzir.

Para Martinha, mais doloroso que a esperar pela tal Festa do Pompeu, foi o processo de se preparar para o tal. Sabe como é, fantasias ultra sensuais, gatos sarados e sem camiseta, batidão rolando solto... Se Martinha quiser chamar a atenção, ela terá de que colocar uma fantasia bem provocante, algo comportadamente sensual, algo onde ela poderia mostrar toda sua formosura sem ser chamada de puta, afinal, com certeza aquela biscate da Jenifer vai fazer isso. Bem, bom pros homens, afinal, quanto mais garotas com fantasias indecentes, melhor.

Dá-se então início ao processo de produção para a festa: alisa daqui, raspa da li, corta acolá, pinta lá em riba e descolore praquelas bandas de lá. Este é um doloroso processo no qual mais se assemelha a um ritual, uma vez que o mesmo é executado várias vezes ao longo do mundo e no decorrer do tempo, exceto, talvez, durante a década de 70...

Como toda religião, seita, ritual e coisas afins, pra esse, também existe um certo fanatismo. Não basta alisar, cortar, tingir, descolorir, pintar, rabiscar e essas coisas todas, tem de ousar, é preciso ir além... o rito da beleza é algo que se aprofunda em mistérios dolorosos, onde somente as seguidoras mais xiitas se aprofundam. Estamos aqui falando da depilação.

Novamente, seguindo a analogia da religião, aqui também existem as beatas que ficam em casa onde interpreta os mistérios da fé da forma quem bem convém e têm aquelas que vão ao templo para buscar e renovar a sua fé.

Martinha se enquadrava na segunda categoria descrita no parágrafo anterior, e já sabendo da importância dos acontecimentos do fim de semana, havia marcado um horário na mesquita, digo, na Casa de Depilação Raspadinha Premiada e depois de alisar daqui, raspar da li, cortar acolá, pintar lá em riba e descolorir praquelas bandas de lá, ela foi ao rito de sacrifício.

Chegando lá na Raspadinha, Geruza, uma mulher de 1,75m, 99kg de pura sedução, braços que mais pareciam duas toras de jequitibá, coxas de dar inveja ao jogador de futebol Roberto Carlos, morena cor de jambo e com um cabelo parecido com o do Blade (clica no nome do sujeito pra ver a foto dele se vc nao se lembra quem ele é...), lhe atendeu muito solicitamente e perguntou o que Martinha desejava.

Martinha analisou o menu com as opções de depilações disponíveis, em que a que mais lhe divertiu era uma que fazia menção ao bigodinho do Hitler. Optou pela opção de módulo livre, já adiantou que o fim de semana seria especial e que ela queria serviço completo, pediu para Gegê (apelido carinhoso da Geruza).

"Gê, a parada é a seguinte, eu quero A-R-R-A-S-A-R nesse fim de semana, vai ter uma festa à fantasia lá na Mansão do Pompeu, na Rua dos Marajás, então pode depilar, depila mesmo, quero q vc faça o contorno, retorno, acostamento, balão, tesourinha e inclusive o olho que nada vê".

Martinha deitou-se no altar de sacrifício. Finalmente o processo iria se iniciar e Geruza, novamente muito solícita, já foi direto ao ponto, de forma avassaladora e um tanto quanto voraz, quando Martinha, muito espantada com a ausência de sutileza de Geruza, pegou e falou:

- Mas já indo praí, assim tão depressa, danadinha? não vai nem pegar no meu peitinho primeiro, me chamar pra jantar, ou sei lá, me pagar um drink?

Mas na verdade, muito mais sutil do que a volúpia de Geruza, o comentário de Martinha, ou mesmo o processo de azaração entre Martinha e Tiaguinho na tão aguardada festa (lembra do Tiaguinho?! é... o cara do 1° parágrafo... ele é a razão de toda essa história, isto é, pelo menos pra Martinha...), foi o fato de Geruza também ter aparecido na festa, afinal, Martinha tinha falado tanto da festa, (tanto mesmo, até o endereço) que ela decidiu que teria de aparecer... Geruza, mulher discreta e muito requinte, quase passou despercebida na festa. Quase, não fosse por um click inesperado que acabou flagrando a nossa depiladora sensual.

ficou com vontade de ver a tal foto? então clique Aqui

domingo, 18 de janeiro de 2009

Dívidas...

Dia 16 agora foi aniversário do meu pai, 45 anos, ainda um garotão. Resolvi presentea-lo com uma bela prestação de contas...

cheguei pra ele e dei para ele segurar um copo cheio de sêmen, o meu sêmen.

Com toda autoridade falei: - Pronto velho, nao te devo mais porra nenhuma.

(a nao ser cada centavo q ele investiu para minha saude, educação e lazer e outros... mas vamos fingir de conta que isso é irrelevante, só pra deixar a piadinha infâme mais engraçadinha...)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Essas coisas caóticas no meio da madrugada...

A história que vou relatar a seguir me foi contada en uma reunião de amigos por um primo meu, o qual, por sinal, disse que este relato é um fato ocorrido com um amigo de um amigo nosso - e nenhum deles estava presente nesta reunião para defender a veracidade do relato. Independente de ser um fato verídico ou venéreo, anedota ou realidade, chacota ou verdade verdadeira, achei que fosse interessante postar a história aqui.

Corre à boca pequena, dizem por aí, foi falado, enfim, reza a lenda que um sujeito, convenientemente aqui chamado ficticiamente de Betão, tarde da noite voltava para casa depois de uma longa e (im)produtiva caxaçada com os amigos. Chegando no seu quintal ele viu uma cena bastante curiosa.

Já passava das 2 da madrugada e seus dois cachorros - dois kindos, fofos, sutis e delicados rottweilers - estavam brincando com o cachorro do seu vizinho - um imponente e voraz pequenino poodle.

O leitor deve estar se perguntando, tirando o fator horário, o que teria de curioso em 3 cachorros brincando? Bem, realmente não teria nada de curioso, se não fosse o fato do cachorro do vizinho, aqui convenientemente chamado ficticiamente de Pedroca, estar morto.

Os dois Rotts brincavam contentemente de jogar o poodlezinho para o alto,puxar cada pata do animalzinho em direções opostas, arrastar o cadaver pelo terreno e todo o resto de peripércias que se fazem com poodles mortos.

Betão viu aquela cena e olho para cerca que separava seu terreno do de Pedroca, viu que um trecho da cerca estava violado, terra remechida e então esclareceu tudo - os cachorros foram no terreno do Pedroca e estraçalharam o poodlezinho, agora eles se divertiam com os espólios de mais uma batalha vencida.

Uma série de pensamentos, um mais complexo do que outros, passavam pela cabeça de Betão. Preocupação, culpa , desepero, aflição e uma porção de outras coisas que pertubavam o seu, agora não tão embriagado, estado de espírito. Fruto deste tormento interno que eles estava passando, veio de sua boca a seguinte frase:

- CARAI VÉI!! - Então sr. de si, como quem percebe finalmente a situação, tomando pleno conhecimento da realidade, com toda calma, paz de espírito e muita serenidade ele falou:

- FODEU!!

Ficou ali parado um bom tempo, apenas tentando arrumar uma solução para aquela inusitada situação. Betão separou os cães, deu um banho no poodle e colocou o falecido na garagem de Pedroca e então foi dormir aguardando o dia seguinte.

Dia seguinte, normal como qualquer outro, Betão sai para buscar pão quando encontrou seu vizinho e então resolveu lançar a isca para descobrir como terminaram as coisas. Vem a seguir o diálogo que se deu entre os dois:

- Eaí Pedroca, como tatu véi?
- Porra cara, to mei grilado com uma parada aí.
- Que que foi véi? posso ajudar em algo?
- Ah cara, valeu, não tem nada que você possa fazer, é que meu cachorro morreu.
- Puts cara, que merda!
- Pois é véi, o problema é que ele já estava enterrado tinha três dias e hoje pela manhã ele me apareceu limpinho e de banho tomado lá na garagem de casa. Minha vó tá até achando que é assombração.

Com ar de perplexidade Betão então, para não deixar o amigo sem uma resposta, deixou um comentário suspenso no ar:

- Essas coisas caóticas no mei da madrugada...

Se despediu do amigo e foi comprar pão, afinal, é bem mais fácil lidar com o cotidiano do que como o inexplicável.

George Andarilho Moita

George W. Bush, conhecido também pelos seus simpatizantes do oriente médio, carinhosamente como O Grande Satã, mostrou que mesmo no fim de seu conturbado governo ainda consegue se esquivar com maestria de ataques feitos à sua pessoa

Em uma recente visita surpresa ao Iraque, numa coletiva realizada em Bagdá, Georginho mostrou agilidade ao se desvencilhar de dois sapatos tamanho 42 que um jornalista arremessou em sua cabeça. Era O Beijo de Adeus...

Merda, foi por tão pouco...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Alfa

O mundo em que vivemos é habitado por várias criaturas, aliás, “várias” é uma palavra que expressa muito pouco quando a pretensão é quantificar esses seres. O fato é que embora exista uma imensidão de organismos vivos, os seres humanos procuram atentar para uma única espécie em questão.

A levemente criatura introduzida no final do parágrafo acima tem estado na moda ultimamente. Um ser bípede, mamífero, da família dos primatas, semi-racional, disponível em várias cores, tamanho e formas (ok, nem tantas formas assim...), movido à água, refrigerante, suco e outras coisas, mas é comumente movido a álcool mesmo. Dotado de duas cabeças, ele apresenta duas características antagônicas: um custo de produção irrisório, onde este é produzido artesanalmente, onde os requerimentos para tal produção costuma envolver uma boa garrafa de vinho (e as vezes uma camisinha estourada, ou em algumas versões mais modernas: pilulas de farinha) que contrasta com o hiper-inflacionado custo de manutenção durante o seu tempo de vida inutil. Pode ser adquirido em qualquer parte do mundo, com um prazo de entrega que geralmente varia de 6 a 9 meses.

Qual é esse bicho? Pertencente à espécie homo sapiens, este é o Bicho Homem, o qual curiosamente também costuma ser confundido com outros animais, podendo ser chamado desde bicho burro até bicho grilo.

Vale interromper o andamento do texto para dizer que existe uma corrente amparada por várias seguidoras desiludidas e frustradas que lutam por uma mudança no epíteto específico do homem, pois este, aparentemente, aos olhos daquelas que suportam esta corrente, tornou-se mais complexo, digno de uma definição que faça mais jus às características destes seres. Não vou entrar nos detalhes desta discussão filosófico-evolucionista, mas para enriquecer este texto, irei apresentar algumas das alterações que esta corrente sugere, embora eu tenha de confessar que devido a minha falta de conhecimento sobre estes assuntos (e por não ser nenhum pouco versado em latim), fiquei sem saber do que se tratavam essas mudanças que elas alegavam ser fundamentais. Algumas das novas classificações para os homens seriam: Homo non sapiens, Homo galinaceos, Homo cafagestis e por ultimo o Homo ignorantis.

Vale salientar que quando se tratando deste ser, aquele ditado que prega “duas cabeças pensam mais do que uma” é totalmente infundado, pois embora o bicho homem seja dotado de duas cabeças, a saber: a superior e a inferior, a primeira pensa muito pouco e a segunda pensa absolutamente nada, mas quando a cabeça de baixo está no controle, a cabeça de cima que já não pensava muito, passa a raciocinar menos ainda.

Uma peculiaridade que permeia essa praga que vem caminhando pela terra desde 130.000 a 200.000 anos atrás, como também outros mamíferos, é a forma instintiva em que o homem se organiza na sociedade em que vive, seja ela uma organização mais complexa, como as relações sociais existentes em um mundo globalizado, como nas mais primitivas, facilmente evidenciadas nas torcidas de futebol, onde o homem acaba sendo liderado por uma entidade, uma espécie de Guru, praticamente uma sumidade a ser seguida, idolatrada e por ventura substituída: o Macho Alfa.

Momento Documentários da Discovery: A Biologia nos diz que o macho alfa é o líder de sociedade em que ele se encontra inserido, além de possuir força, é um ser destemido, capaz de tomar decisões pelo grupo, sabe caçar e é ser um cabra muito... macho. Sua autoridade é sempre respeitada, é sempre o primeiro a se alimentar e possuí primazia na hora de escolher a(s) fêmea(s) e na hora de copular, o macho alfa demonstra seu domínio rosnando, mordendo ou dilacerando outros animais, a sua vida de bon vivant só é encerrada quando desafiado por outro macho invejoso.

O macho alfa continua a existir nos dias de hoje, porém agora ele é dotado de outras vestimentas. Pra início de conversa, o macho alfa é informalmente conhecido como O cara, outra coisa que mudou é a forma como o macho alfa se auto-afirma, afinal, pega mal sair por aí rosnando, mordendo e até mesmo dilacerando pessoas na rua, não é mesmo? (embora seguidores adeptos de micaretas virão a discordar de mim neste ponto...)

"O Cara" vem agora se impor por outras formas, ele nem sempre será determinado por atributos físicos, não será apenas o cara forte e bonitão que sabe caçar e pescar. Atualmente o macho Alfa se resume naquele cara que está em evidência e que tem dinheiro (curiosamente aqui se apresenta um ciclo vicioso, pois ele está em evidência por ter dinheiro e tem dinheiro por estar em evidência), é claro que ele também pode ser aquele cara que ganha numa briga, mas aqui o motivo de sua exaltação é a sua nata qualidade de líder em que se mostra a habilidade de recrutar o maior numero possível de capangas pra entrar na briga com ele (ou na maioria das vezes vai sem ele mesmo).

Algumas coisas ainda permanecem inseridas na configurações do macho alfa atual. Assim, o macho alfa continua tendo privilégios na hora de comer (eu to falando das duas situações possíveis de se comer e veja bem, não quis dizer [apenas] nem almoço, nem a janta... e muito menos o café da manhã) e também terá o seu posto de tomar decisões que serão seguidas pelos demais, moldando gostos e opiniões, e como tudo tem de acabar um dia, ele também estará sujeito a perda de seu reinado, ao ser desafiado por outro pretendente que queira tomar a posição de Gostosão da Parada.

Para encerrar, acho que é perfeitamente válido, para ilustrar bem como é o quadro do macho alfa atual, encerrar o texto com exemplos de machos contemporâneos, alguns deles nos moldes atuais e outros seguindo a cartilha Old-school, estando eles abanando peido com nota de 100, transpirando testosterona por todos os poros e outros métodos que demonstrem toda sua hombridade, sendo exemplos destes Super Machos figuras conhecidíssimas como o Bill Gates, Justim Timberlake, Chuck Norris, Brad Pitt, Ronaldo Gaucho, Rebeca Gusmão e outros...

Vem por aí...

pois bem,

chegando o finalzinho do ano, venho aproveitar pra divulgar a programação das férias, sendo as próximas atrações (sem datas marcadas para serem exibidas):

. Hot Dog Indecente
. Confissões de um brasiliense
. Pimenta no olho do outro é refresco
. Sempre me fodia em amigo oculto


Aguardem...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

fim de semestre...

Deixo aqui uma nota para eu poder meditar posteriormente:


É incrivel como, por mais q se pegue poucas matérias, e você não esteja assim tão absurdamente atarefado, o universo tende à teimosa mania de conspirar pra fuder com a sua vida no final do semestre...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Zecão

[Dizem por aê que o ato de escrever é uma excelente ferramenta para lidar com os problemas, pra dar uma extravasada, organizar as idéias, e coisas do gênero...

Pois bem, foi com isso que eu resolvi escrever sobre uma experiência minh.. digo, do Zecão... se não me engano, esse foi o meu primeiro texto deliberadamente escrito, sem comprometimento nenhum com a escola, do gênero "ah, tenho que escrever essa merda pra aquela vaca me dar uma nota..", foi com essa bagaceira que eu tomei gosto pela coisa...

Apreciem a desgraça alheia, direto do tunel do tempo... (uns 5 anos atrás, mais ou menos..)]




É impressionante como mesmo com o passar do tempo, por mais que as pessoas cresçam e evoluam, não com tanta eficiência quanto um câncer, elas sempre acabam preservando suas características mais marcantes. Vocês vão entender do que estou falando...


Devido a um golpe do destino ou a uma ausência de consciência (seja por drogas psicotrópicas ou qualquer outro fator), Zecão, um rapaz tranqüilo, ingênuo, dado às artes da musica e cinema, dedicado à família e amigos, enfim, um bom sujeito, conheceu e acabou namorando Drica, uma garota dada à... Hmm... Err... Han... Bem... Enfim, uma garota dada.


Ele achava que gostava dela e ela dizia que o amava. E tal declaração era feita por parte dela com tamanha veemência que com o passar de duas longas décadas, digo, semanas, ambos trocavam juras de amor (veja bem, até poderiam ser duas décadas, mas este é o “love” de Zecão, um rapaz ingênuo e blábláblá, e Drica, uma mulher dada à... Enfim, uma mulher dada).


Não havia nem quatro meses de namoro completos e os dois já iriam comemorar o primeiro Dia dos Namorados.


Zecão queria fazer bonito, afinal, aquele seria o primeiro Dia Dos Namorados que ele ia passar com alguém. Providenciou flores, Bombons, cartão estilizado, cartinha, corações de pelúcia e um presente. Tudo isso pensando no dia perfeito e inesquecível que ele estava programando (ah, mas aquele com certeza seria um inesquecível Dia Dos Namorados para nosso comparsa Zecão).


Véspera do “dia D”, Zeca resolveu aparar as pontas daquela protuberante moita que ele ostentava orgulhosamente acima de sua cabeça. Explicou ao barbeiro que não queria cortar tudo, apenas um pouco, pois ele imaginava um dia ter a sua ex-moita, agora uma bela e frondosa samambaia sendo exposta. Sabe-se que ler uma revista para se distrair enquanto a “podagem” é feita é perfeitamente normal, mas, uma aparadinha de pontas demorar o equivalente a uma leitura de oito páginas de Veja – revista de tamanho não muito pequeno e contrastantemente de letras ao muito grandes – É... A moita do Zecão acabou virando mudinha.


Chega o dia. Flores, presente, corações de pelúcia, cartão, cartinha e uma cara patética de bobo apaixonado. Drica aceitou tudo. É, talvez não tenha aceitado a patética cara de bobo apaixonado, do contrário, ela não teria falado logo em seguida que ela queria o fim do namoro – Francamente, a data mais propícia para se terminar um namoro, né não cumpadi?


Não se sabe se o que ela sentia pelo nosso jovem mancebo não era tão forte quanto antes ou se estava ficando menos intenso do que ela sentia pelo Jorjão – pelo menos essa foi a desculpa dela naquela fatídica tarde de São Valentim.


Peraí, Jorjão!? Mas esse não é aquele amigo da Drica?! Aquele paulista do interiorrrr, com uma cara que é o misto de “A revolta dos Nerds” com “manhêêêêê, roubaram o meu chocolate”, aquele amigo dela com uma pinta de panaca, cabelo seboso e cheio de gel, que acredita que ele sua Honda Bis fazem tanto sucesso quanto nos anos 60, ele, que não consegue falar “porta” sem fazer ela ranger (por falta de óleo?! Não, por excesso de “R”s). O Jorjão, aquele que Zecão não foi com a cara desde o primeiro minuto (principalmente depois que nosso rapazote o viu agarrando sua garota e pulando com ela dentro da piscina), aquele moleque, mais feio do que acidente de carro resultando em perda total, o qual Drica insistia em dizer que “NÃO APRESENTA PERIGO ALGUM PARA O NOSSO RELACIONAMENTO”. – É... talvez se a mudinha do nosso amigão fosse emplastada de gel a história seria outra...


Drica, que é uma mulher dada à... Pois bem, uma mulher dada, não pôde deixar por menos, DEU, deu um muito obrigado, deu um pé na bunda e também deu uma camisa chinfrim, da cor que ele não gostava e do tamanho que ele não vestia. Talvez ela até tivesse encontrado algo que fosse de tamanho “M” (ao invés de “extra large”) e que também não fosse algo tão bizarro (quanto dançar “Break” no asfalto quente), se e somente SE, ela não tivesse perdido todo seu tempo e dinheiro comprando o fabuloso presente de Dia dos Namorados pro JorrrrrrrrrrrrrrrrrrRRRRRRRRRRrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrjão.


E ela vai embora, com as flores, carta, cartão e coração, mas fez questão de deixar aquela cara petrificada de bobo apaixonado pra traz. E ele ficou lá, parado, segurando aquele treco que parecia ter sido confeccionado pelas hienas do Papai Noel depois de terem ingerido uma dose cavalar de Prozac e Beflorgim.


Foi-se o namoro e a fossa chegou, mas o tempo, que é o maior inimigo do homem (sendo o próprio homem seu maior inimigo), conseguiu abrasar a revolta do jovem corno Zecão.. Mas isso só foi possível porque entrou Ritinha em sua vida, Ritinha, a sua futura nova namorada, com quem namora até os dias de hoje, tal coisa aconteceu devido o fato dela se amarrar em jovens mancebos com moitas frondosas e não ter nenhum amigo FDP fura olho com aquela pinta de quem não quer nada (curiosamente eles foram suicidados, mudaram de cidade, ingressaram na Cruz Vermelha ou entraram pro Serviço de Proteção às Testemunhas).


Brasília, como a típica cidade interiorana que é, não pôde deixar barato, cruzou novamente o caminho de Drica e Zecão cinco meses depois daquele épico pé na bunda. Zecão, que não mais nutria ódio algum por aquela cachorra, bandida, safada e vadia (Err... pensamentos q se passavam na cabeça dele naquele momento) agradeceu por ela ter terminado o namoro, pois assim ele pôde encontrar Ritinha, uma garota que ele considerava muito especial. Drica, sentindo-se feliz, por seu Ex não ter mais raiva dela, e sendo uma mulher dada à... Hmm... Han... Err... Então... Uma mulher dada, disse que mais que do que Zecão, ela também havia ficado contente com o fim do namoro, pois assim ela pôde conhecer o Jorjão, o Pedroca, O Buiu, O Mateusinho, O Rafinha, o Tonico...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Fagundes

Dizem as más línguas, corre à boca miúda, reza a lenda, enfim, me disseram que o relato a seguir é totalmente verídico, coisa que pra mim, na realidade, não faz diferença alguma...

Pois bem, Augusto Fagundes, jovem declarado caucasiano que por ser branco, luta contra o sistema por ter facilitações e bons tratos, diferentemente das pessoas cujas as cores de pele abrangem o espectro tonal atualmente na moda [hei, poe acaso você só está me dando maionese extra pois eu sou branco, né? aposto que se eu fosse de outra cor eu não receberia um tratamento tão diferenciado assim... meu deus, como morro de vergonha de ser branco..], 20 e poucos anos, fumante, mas apenas de cigarro de bali (sabe como é, cigarros normais são tão "last week"), auto-entitulado como intelectual, muito embora mais faça parte daquela categoria cuja sigla se chama P.I.M.B.A (Pseudo Intelectuais Metidos a Besta e Associados), Fagundes ainda tinha também cabelo bagunçado e barba por fazer e sua inseparável calça xadrês, mais conhecida nas bocas de fumo em geral como "calça de golfista".

Dado dia Augusto Fagundes e sua calça de golfista foram se encontrar com seu avô, Geraldo Fagundes, militar de linha dura, extremamente mente fexada, esse sim, fumava cigarros normais (e ainda por cima cortava o filtro fora), cujo passatempo é criticar o atual presidente da república, auto-entitulado conservador, muito embora faça parte daquela categoria que se chama C.E.D.E.C.E.P (Conservador de Extrema Direita Exterminador de Comunistas e Esquerdalóides Pró Socialimo) [droga, essa sigla nem ficou com um nome engraçadinho...], Geraldo não era de forma alguma "last week" não mesmo, esse sim era, caso existísse tal expressão "last century", cabelo religiosamente cortado nos moldes militares e não via um fio de barba no seu rosto desde que tinha 18 anos de idade.

Segue então o registro fidedígno, me contado por fontes não tão confiáveis, entre Fagundes e Fagundes:

- E então meu neto, não sei se você sabe, mas tombou um caminhão de Gilete ali na esquina, talvez vc pudesse aproveitar pra pegar umas, pelo visto tá em falta lá na sua casa...

- Ih vozão, corta essa, deixa eu usar meu corpo pra exprimir minhas manifestações da forma que eu quiser...

- Ta certo, mas me diz então, o que é que o senhor anda fazendo?

- Pois é né vô, passei pra Antropologia lá na UnB...

- ANTROPOLOGIA?!?! Pois saiba que na época do governo de recessão foi EU quem mandou fechar aquele departamento! Naquela época sim as coisas eram boas, a gente mandava e o povo obedecia, naquela época as coisas funcionavam! Saiba disso e espalhe aos 4 ventos e para os seus amiguinhos revolucionários: Foi o senhor seu avô, Geraldo Fagundes, quem mandou fechar aquela birosca! Eu mesmo! Espero que ter deixado aquilo fechado tenha dado uma lição neles..
aquilo lá era um antro de maconheiros e comunistas! nunca vi nada igual na minha vida, me diz agora meu neto, o que foi que mudou por lá?

-Pô vô, agora ele tá aberto.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sisos

Provavelmente este post vai ser uma porcaria, uma vez que estou escrevendo-o sem parar pra revisar ou medir as palavras (assim, não que os posts prévios tenham sido assim, merecedores de prêmios acadêmicos, os quais me conferissem uma vaga na Academia Brasileira de Letras... mas opa, se bem que, se o Paulo coelho tá lá, então pq não criar esperanças, não é mesmo?)

aliás, parando pra pensar, essa é a primeira vez que uso este espaço como blog, do gênero, Queriado Blogário (do grego: Blog = aquele que perde tempo escrevendo sobre a vida / diário: aquele que perde a vida escrevendo sobre o tempo), sem me utilizar de metáforas, crônicas ou coisas do gênero para falar de experiencias minhas, e assim.. er... hmm.. han... nao que os textos anteriores fizessem menção a mim, é mais algo sobre o amigo dum primo dum concunhado de um conhecido meu, sabe...

Sem mais delongas, a parada de hj é pra falar sobre a agradabilíssima experiencia de se extrair sisos, no meu caso, 3 de uma vez. Experiência essa, tão agradável quanto ser atropelado por uma locomotiva, que pode até parecer, a julgar pela minha aparencia, nao, eu nao fui atropelado por uma locomotiva.

Assim, não tenho nada de engraçado e/ou caótico (meu deus, eu amo essa palavra! caótico, caótico, caótico, C-A-Ó-T-I-C-O) sobre o fato ocorrido, meio também que não doeu tanto assim, uma vez também que eu passei por um processo mental e espirituoso para passar por este rito, quase religioso, em que quase todos já passaram ou irão passar.

O processo de preparo para este rito quase que cabalístico consistia em recitar, por mais ou menos uma semana, um mantra religioso, que era mais ou menos assim: "caralho, segunda eu to fudido, segunda eu to fudido, essa porra vai doer demais, vai doer pra caralho, vai doer demais, vai doer pra caralho" (repita isto 1mol de vezes) dae rolou aquela lavagem cerebral, e então eu entrei no consultório achando que eu sentiria a dor mais infernal de toda a minha vida e acabou que quando o dentista descuidadamente deslocou o meu maxilar e cortou um nervo bucal, paralisando os movimentos da minha boca permanentemente, eu nem achei assim a coisa mais dolorosa do mundo...

Tirando as pesquenas picadas da anestesia e tals, o processo em sí foi só um pouco incômodo, no que dizia respeito a ficar muito tempo com a boca aberta. Aliás, eu sumariamente decidi não falar sobre a parte em que ele, procurando aliviar esse processo pra mim, passou vaselina em toda a minha boca, sabe como é né, nesse mundinho tem muita gente de imaginação pecaminosa, por isso que eu decidi nem tocar na palavra vaselina nesse blog e, droga... acho q já falei. merda.

Francamente, tortura mesmo não foram anestesias, nem ficar dopado de calmante, nem o temível motorzinho... a maior tortura pra mim, na qualidade de apreciador de uma boa e bem preparada comida (onde uma boa e bem preparada comida assume um extenso signifcado léxico o qual vai desde O Ratoburguer servido na Rodoviária até o mais formidável almoço servido no Dom Francisco) está sendo ficar sem mastigar alimentos de verdade.

Ah, mal posso esperar pra daqui um dia ou dois, afinal, como o doutor disse, é nesse período em que ficarei com o rosto mais inxado, assim, com um look de Sloth, ah, como eu não poderia ter pensado neste benefício, afinal, meu sonho de criança era me tornar, mesmo que momentâneamente, um sex appeal como o Mítico Sloth!

Pois é, isto tá sendo o inferno pra mim, ver o povo mastigando deliciosos e consistentes e salgados e quentes pedaços de qualquer comida enquanto eu fico aqui no meu purgatório pessoal... agora deixa eu ir nessa que ta na hora de eu tomar meu geladíssimo caldinho de feijão ralo

=]

sábado, 27 de setembro de 2008

Um abraço pro Tomas...

eu realmente acredito que as pessoas deveriam pensar antes de falar...